AUTOMÓVEIS: Como não ser enrolado por um prestador de serviço; veja as dicas…

Quase todo mundo conhece e tem medo dessa história: o carro apresentou alguma falha
ou simplesmente chegou a hora da revisão e você precisa levá-lo ao tal “mecânico de
confiança”. Nessa hora, sem ter conhecimento mais profundo de como o automóvel
funciona, nem conhecendo o mecânico tão bem assim, sobram dúvidas e o medo de cair
na famosa “empurroterapia”, adquirindo peças e serviços muitas vezes desnecessários,
confiando apenas no que diz o profissional da oficina.

Essa ignorância de coisas básicas pode cobrar um alto preço na hora de pagar a conta
de tarefas básicas, como verificar nível do óleo, ou do líquido dos freios, fazer a
calibragem e troca correta dos pneus ou passar pelas revisões programadas. Para
escapar do prejuízo, tem até curso rápido em São Paulo, ministrado pela mecânica,
consultora e blogueira Thais Roland.
Para não ser enganado e evitar prejuízo, vale se informar pelo menos sobre o básico da
manutenção do carro, aponta a blogueira, que utiliza linguagem coloquial e dicas simples
para se diferenciar num ambiente ainda muito masculino e tomado por pessoas que não
querem admitir que não sabem do assunto.
“Pelo menos o básico tem que saber, tem que ler o manual, ter o mínimo de
informação. Quando você compra um casaco novo que queria muito, você vai olhar a
etiqueta para saber como limpar, se pode ou não deixar secar no sol, se pode ou não
lavar na máquina, por exemplo. Com o carro é a mesma coisa, você quer cuidar bem
dele”, afirma a responsável pelo blog “Coisa de Meninos Nada”.
Com ajuda dele, listamos dez atitudes para você não ser enrolado na hora de levar o
veículo para a oficina.
Busque conhecimento

Leia o manual!
Parece besteira, mas conhecer em detalhes o produto
que você comprou, inclusive como mantê-lo em boas
condições, é requisito básico. Isso também funciona com
os automóveis. O manual informa, inclusive, a pressão
correta para pneus, e indicações do óleo do motor, do
fluido de freio e do líquido de arrefecimento. Com essas
informações, você corre menos riscos de comprar gato
por lebre. “Você tem que ter o mínimo de informação,
pelo menos para saber checar o nível do óleo, do fluido
do freio e do líquido de arrefecimento. Exija sempre a
troca e faça a manutenção básica com base nas
especificações do manual”, orienta a especialista.

Faça perguntas diretas, mostre segurança
Mesmo se você não tiver conhecimento técnico, não
assuma o papel de ignorante para não correr o risco de
contratar um serviço maior e mais caro que o realmente
29/08/2017 Veja 10 dicas práticas para não ser enrolado no posto ou na oficina
https://carros.uol.com.br/listas/curso-da-dicas-para-nao-ser-enrolado-pelo-frentista-ou-pelo-mecanico-veja.htm 3/9
necessário. Faça perguntas objetivas, questione as
justificativas dadas pelo profissional. Demonstre que
você está seguro. “Quando o profissional está mal
intencionado, percebe na hora que o cliente é leigo e
logo começa a manipulá-lo, oferecendo serviços e
respectivos gastos desnecessários. A parte psicológica
conta muito”, alerta Thais Roland.

Frentista não é mecânico
A cena é comum: você encosta ao lado da bomba para
abastecer e logo o frentista se oferece para checar o
nível do óleo do motor. Tenha em mente que, seja por
desconhecimento, seja pela “empurroterapia”, a prática
não é a mais adequada. “O nível do óleo deve ser
verificado antes de o motor ser ligado, de preferência
pela manhã, depois de o veículo passar a noite desligado
e estacionado em um local plano. Ao ligar o motor, o óleo
sobe do cárter para a parte superior, a fim de fazer a
lubrificação, portanto o nível sempre vai aparecer na
vareta mais baixo que o real”, ensina. Nessas situações,
o nível pode estar bom, mas o frentista recomenda
completar, e óleo em excesso pode ser tão prejudicial
quanto a sua falta. “Siga sempre os prazos e a
quilometragem recomendados no manual. Óleo escuro,
por exemplo, não significa que precisa ser substituído.
Essa aparência é normal, mesmo com poucos
quilômetros de uso”.

Calibragem dos pneus
Ainda no posto, o frentista se prontifica a calibrar os
pneus. Dependendo do clima e do quanto você já rodou,
a chance de errar é enorme. Se estiver quente, o ar mais
no interior do pneu vai ter se expandido e, na conta final,
o frentista pode acabar colocando menor ar do que o
recomendado (o pneu pode murchar após um tempo e
isso vai aumentar o consumo de combustível e pode até
comprometer a suspensão) Se estiver frio, há o risco de
se achar que o pneu está mais vazio e, no final, colocar
ar demais (isso também mexe com a suspensão e deixa
a direção mais complicada). O certo é calibrar o pneu,
em média, uma vez por semana e pela manhã, ao sair de
casa. E calibre também o estepe para não ficar na mão.

Rejeite aditivos
Aditivo de gasolina e de óleo prometem melhorar a
performance do carro e até reduzir o consumo de
combustível e são rotineiramente oferecidos em postos
de combustível. Mas é um gasto desnecessário, pois a
gasolina e o próprio óleo lubrificante do motor já trazem
os aditivos necessários e recomendadas pelo fabricante
do automóvel.
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Atenção com o líquido de arrefecimento
Carros modernos não levam apenas água no radiador,
mas uma combinação de água e aditivo específico, que
devem ser misturados na proporção recomendada pelo
manual do veículo. Há produtos já prontos, na
concentração indicada, e outros que precisam ser
diluídos antes. Portanto, é preciso saber exatamente o
que fazer: leia o manual ou verifique o que está indicado
no respectivo reservatório.

Freios
É comum mecânicos recomendarem ao cliente
“completar” o fluido de freio, ao constatarem que o nível
está mais baixo que o ideal. Você está jogando dinheiro
fora. Segundo Thais Roland, se o nível está baixo, dois
fatores podem ser o motivo: vazamento nos dutos de
29/08/2017 Veja 10 dicas práticas para não ser enrolado no posto ou na oficina
https://carros.uol.com.br/listas/curso-da-dicas-para-nao-ser-enrolado-pelo-frentista-ou-pelo-mecanico-veja.htm 7/9
freio ou desgaste natural das pastilhas, cuja espessura
vai diminuindo com o uso, fazendo o nível descer. Fluido
baixo, portanto, pode indicar que está na hora de trocar
as pastilhas, não “completar o óleo”. “Em geral, quando o
material de desgaste natural, que entra em contato com
o disco, já está com a mesma espessura da carcaça da
pastilha, é hora de trocar. Antes disso, geralmente ainda
não é preciso trocar”, ensina a consultora. Tudo está
determinado no manual do carro.

Ajuste de cambagem? Desconfie
Alinhamento e balanceamento também têm a sua
pegadinha. A principal é com relação à cambagem, a
inclinação lateral das rodas. “Hoje em dia, boa parte dos
carros de pequeno porte têm cambagem fixa, que não é
ajustável. Aí você contrata o serviço e, na hora de pagar
a fatura, vem a cambagem descriminada e você paga por
isso, e é um item caro”, afirma a consultora. Caro e que
não foi feito. “Se um carro precisou de ajuste de
cambagem, pode ser sinal de um problema mais grave,
como desalinhamento do chassi, do eixo ou de outro
componente importante que ficou torto por conta de
acidente ou batida muito forte na suspensão”, explica.

Escapamento
Quando o motor do carro está falhando e você leva no
mecânico, o profissional utiliza um equipamento de
diagnóstico do escape chamado “scanner”. O resultado,
muitas vezes, recomenda a troca de algum sensor,
especialmente a sonda lambda, que ajusta o sistema de
injeção eletrônica de combustível. Thais Roland afirma
que esse nem sempre é o caso. “É frequente
recomendarem a troca da sonda lambda, mas não
verificam as condições do motor. É comum o defeito
estar relacionado a combustível de má qualidade, que
acaba afetando o funcionamento desse componente,
sem estar efetivamente danificado. Por vezes, o defeito é
do catalisador, que não é checado”, alerta.

Peça nota fiscal detalhada e veja as peças trocadas
Essa é uma orientação básica: exija o comprovante fiscal
das peças que o mecânico diz ter trocado, até para
contar com garantia. E solicite que o profissional
apresente os itens que ele substituiu. Essa postura não é
garantia de que você não será passado para trás, mas
inibe posturas enganosas e passa demonstra firmeza.

FONTE: carros.uol.com.br

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