Alimentação saudável: Como preparar sua marmita

Saiba quais são os cuidados essenciais que você deve ter ao levar sua quentinha para o trabalho

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Marmita de picadinho oriental

Tem modo mais gostoso e econômico de almoçar em horário do expediente do que levar marmita para o trabalho? Comer uma comidinha caseira, com aquele tempero que só você gosta e na quantidade que você deseja é mesmo muito prazeroso, mas exige alguns cuidados.

Isso porque há de se levar em conta o tempo de locomoção entre a sua casa e a empresa, a temperatura ambiente e a conservação dos alimentos até a hora do almoço. Além disso, a quantidade das porções e o tipo de embalagem também devem ser levados em consideração.

Veja a receita da marmita de picadinho oriental (foto acima)

Elaboramos algumas dicas especiais para você prestar mais atenção a cada vez que for preparar a sua marmita para o dia seguinte. Afinal, nada como almoçar uma comidinha caseira feita com carinho e muito sabor.

Conserve na geladeira

Alimentos expostos à temperatura ambiente correm grandes riscos de se tornarem focos de proliferação de bactérias, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por isso, a sua comida deve ser mantida na geladeira até o momento que você sai de casa e, assim que você chegar no trabalho, ela deve ser imediatamente levada a um outro refrigerador.

Para transportá-la, escolha uma bolsa térmica que mantenha a temperatura fria. E procure não deixar o recipiente por mais de uma hora fora da refrigeração. Caso o tempo exceda, a chance de adquirir uma intoxicação alimentar aumenta.

Confira a receita de marmita de bife a rolê com purê rústico

Embalagem ideal     

Há muitas opções de marmitas de plástico, mas fique atento(a) na hora da escolha: algumas contêm substâncias tóxicas em sua composição, que podem ser liberadas no aquecimento da comida. Caso não queira descartar a sua, procure colocar os alimentos em um prato antes de levar ao micro-ondas para esquentá-los. Ou, se preferir aquecer em um fogão convencional, despeje o conteúdo numa panela e depois transfira-o para o prato.

A embalagem ideal é a de vidro, aquele próprio para micro-ondas. “É a opção mais segura quando se deseja aquecer diretamente”, garante o nutricionista Rafael Assef. Além disso, ela é muito fácil de lavar e não conserva o sabor de outros alimentos.

Faça a receita da marmita de steak virgínia com mostarda

Seja lá qual for a sua marmita, nunca encha de comida até a borda. Os caldos dos alimentos podem vazar e fazer um verdadeiro estrago na bolsa térmica.

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Legenda

Alimentos frios X quentes

O ideal é adquirir uma marmita que tenha divisórias – ou levar alimentos quentes e frios em embalagens separadas. E evite alguns alimentos. “Tente evitar carnes cruas ao máximo. Se você ficar muito tempo no trânsito, por exemplo, elas podem se tornar um foco de contaminação”, alerta Assef. “Prefira saladas com folhas, pepino, couve-flor, brócolis, e alimentos cozidos, como abóbora refogada.”

Prepare a marmita de músculo com fettuccine (foto acima)

Não tempere sua salada ao preparar sua marmita, pois além de fazer com que as folhas murchem no passar das horas, o molho pode se espalhar e invadir o espaço de outros alimentos, enquanto é transportada.

E não se preocupe com o modo de aquecimento de sua marmita: isso não interfere no valor nutricional dos alimentos, seja ele ao forno, em banho-maria ou no micro-ondas.

Ao terminar seu almoço, lave imediatamente a sua marmita. Use bastante água e sabão para não deixar nenhum rastro de comida do dia anterior. Para facilitar a lavagem, prefira marmitas com tampas e recipientes lisos.

Prepare uma marmita balanceada

Segundo o nutricionista Rafael Assef, a marmita ideal tem que conter três grupos de alimentos: os construtores (ricos em proteínas), os energéticos (carboidratos) e os reguladores (vitaminas, fibras e minerais). Ele dá alguns exemplos abaixo.

Construtores – carnes, ovos, porcos, peixes, queijos e leite;

Energéticos – arroz, feijão, grão de bico, mandioca, batata doce, massas;

Reguladores – legumes, frutas e fibras.

Não deixe de preparar a receita de bife paris acebolado

Aquela velha máxima de que ingerir líquido no meio da refeição não faz bem ao organismo realmente faz sentido. “A ingestão de líquido durante as refeições prejudicam a digestão, pois ele acaba diluindo o suco gástrico”, afirma Assef. “Procure aguardar de 30 minutos a uma hora após o almoço ou o jantar para tomar qualquer tipo de líquido.”

Por Academia da carne Friboi

Denilson Alves

Editor do Portal Nosso Goiás

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