As funções, as doenças, os exames e os cuidados que devemos ter com o nosso coração

O coração é um órgão muscular oco, envolto por um saco cheio de líquido chamado pericárdio, localizado no interior da cavidade torácica.

Tem aproximadamente o tamanho de um punho fechado de um adulto, pesando de 250 a 350 gramas. Ele se contrai normalmente de 60 a 100 vezes a cada minuto, para impulsionar o sangue para o restante do corpo. A contração do coração é automática. Diferente dos demais músculos do corpo, portanto, o movimento do coração se dá independente da nossa vontade, por possuir um sistema de estímulos elétricos próprios.

Função do coração

Sua função é bombear o sangue oxigenado (arterial) proveniente dos pulmões para todo o corpo e direcionar o sangue desoxigenado (venoso), que retornou ao coração, até os pulmões, onde deve ser enriquecido com oxigênio novamente. Com a falência do cérebro, uma pessoa é declarada clinicamente morta, embora outros órgãos possam continuar funcionando com a ajuda de equipamentos. Se o coração para, no entanto, nada mais funciona no organismo.

Como sei que o meu coração não está funcionando bem? Alguns sintomas podem indicar um problema grave no coração e não devem ser ignorados:

  • Tontura ou desmaio frequente;
  • Palpitações no coração;
  • Dores prolongadas no peito;
  • Falta de fôlego ao realizar pequenos esforços;
  • Dores nas pernas, mesmo depois de parar de se exercitar.

Estes e outros sintomas, como dificuldade para dormir com a cabeceira baixa, batimentos cardíacos fora do normal e pele pálida ou azulada são motivos para consultar um cardiologista. Quanto mais sintomas sentir, maior é a probabilidade de apresentar um quadro de insuficiência cardíaca. As pessoas que possuem mais chances de sofrer com doenças do coração são aquelas que têm antecedentes familiares com problemas cardíacos, os que estão acima do peso ideal, fumam ou possuem outras doenças associadas, como diabetes, hipertensão e aterosclerose.

Principais doenças do coração

Doença do coração ou doença cardíaca é qualquer afecção que dificulte ou impeça a boa circulação sanguínea no organismo.

As doenças que afetam o coração podem ser classificadas como:

  • Doença arterial coronariana (engloba o enfarte ou infarto);
  • Alterações nos batimentos cardíacos (arritmias);
  • Parada cardíaca;
  • Doenças das válvulas cardíacas;
  • Doenças cardíacas congênitas;
  • Cardiomiopatias;
  • Pericardite;
  • Disfunções da aorta (síndrome de Marfan);
  • Doenças vasculares.

Como cuidar bem do coração?

A adoção de alguns hábitos e medidas contribui para prevenir o surgimento de doenças cardíacas

  • Controle do colesterol;
  • Prevenção e controle da diabetes;
  • Prevenção e controle da hipertensão (pressão alta);
  • Evitar o fumo;
  • Evitar a ingestão de álcool ou consumir com moderação;
  • Manutenção de um peso saudável;
  • Prática regular de exercícios físicos;
  • Manutenção de uma dieta saudável.

Exames que identificam problemas no coração

O médico cardiologista irá determinar quais exames fazer. Os mais comuns são:

  • Eletrocardiograma: Verifica os impulsos elétricos do coração, mostrando o ritmo cardíaco. Oferece, ainda, dados sobre o tamanho dos átrios e ventrículos e a situação das artérias coronárias.
  • Ecocardiograma: Fornece dados sobre o funcionamento do coração, tamanho, forma e movimentos do músculo cardíaco e das válvulas.
  • Holter: Dispositivo que grava o eletrocardiograma continuamente por 24 horas. Avalia o ritmo cardíaco, a frequência cardíaca e o balanço autonômico do coração, durante as atividades habituais dos pacientes. Muito útil para diagnosticar casos de arritmia.
  • Monitor de eventos eletrocardiográficos (loop event recorder): Sistema de monitorização prolongada e contínua do eletrocardiograma, por meses ou semanas.
  • Cintilografia: Compara o comportamento das coronárias em cada situação – repouso e esforço.
  • Cateterismo: Identifica os pontos exatos nas artérias onde o sangue está tendo dificuldade de passar.
  • Angioplastia: Como no cateterismo, identifica os pontos obstruídos nas artérias coronárias e ainda é possível, durante o procedimento, implantar um stent (dispositivo minúsculo que parece uma mola) para manter as artérias abertas, desobstruídas e evitar um novo acúmulo de gordura.

Com informações do Ministério da Saúde

Denilson Alves

Editor do Portal Nosso Goiás