ANS lança campanha para conscientizar gestantes sobre antecipação de parto

Objetivo é incentivar que seja respeitado o tempo certo de nascimento do bebê

Os dados colhidos pela ANS apontam aumento de cesarianas na semana que antecede o Natal, indicando antecipação do parto. – Foto: Banco de imagens

Um chamado para a atenção e cuidados com a saúde das gestantes e dos bebês foi lançando neste fim de ano pela Agência Nacional de Saúde (ANS) com a divulgação da campanha #BoaHora: respeite o tempo de nascimento do bebê!.

A iniciativa é um alerta às grávidas e profissionais de saúde para os riscos sobre a antecipação de cesarianas, a fim de evitar que os partos ocorram nos dias de festas ou período propício a viagens com final e início de ano.

“A realização de cesarianas sem indicação clínica pode causar graves problemas para as gestantes, como hemorragias, dificuldade de adaptação à amamentação, infecções puerperais e para os bebês, prematuridade, icterícia e dificuldades de manter a temperatura corporal”, explicou o diretor de desenvolvimento setorial da ANS, César Serra.

Os dados colhidos pela ANS junto às operadoras de planos de saúde apontam, nos últimos cinco anos, um aumento de cesarianas na semana que antecede o Natal, indicando antecipação do parto. Em 2019, por exemplo, a média semanal de partos cesáreos realizados na saúde suplementar de 16 a 23 de dezembro ficou em 6.049, caindo para 4.176 na semana de 24 a 31 de dezembro, que representa uma queda de 45%.

Movimento Parto Adequado

A campanha #BoaHora: respeite o tempo de nascimento do bebê! está sendo divulgada nas redes sociais pela ANS, hospitais e planos de saúde.

“A campanha é uma iniciativa do Movimento Parto Adequado, desenvolvido a partir de um acordo de cooperação técnica entre a ANS, Hospital Albert Einstein e o Institute for Healthcare Improvement, com o apoio do Ministério da Saúde. O Movimento já evitou mais de 20 mil cesárias desnecessárias”, explicou César Serra.

O movimento foi criado em 2016 para estimular, com campanhas anuais, a valorização do parto normal e, assim, reduzir o número de cesarianas sem indicação clínica. Hospitais e operadores de saúde também são estimulados a desenvolverem modelos inovadores de atenção ao parto e nascimento que valorizem o parto normal.

De acordo com o Painel de Indicadores de Atenção Materna e Neonatal da ANS, que reúne indicadores do setor suplementar de saúde, em 2018, 55,85% das cesáreas realizadas no país ocorreram antes do trabalho de parto.

Neste ano, em razão da Covid-19, a ANS e os parceiros do Movimento Parto Adequado disponibilizaram protocolos orientando o atendimento a gestantes e bebês durante o pré-natal, parto e pós-parto enquanto o país estiver enfrentando a doença.

Por gov.br

Denilson Alves

Editor do Portal Nosso Goiás