Setembro dourado: genética pode ajudar a detectar risco aumentado de câncer

Cerca de 80% das crianças e adolescentes podem ser curados, se diagnosticados no início e tratados de forma adequada, alerta João Bosco Oliveira, médico imunologista e geneticista do laboratório Genomika Einstein.

Conteúdo produzido pelo Hospital Israelita Albert Einstein

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer é a primeira causa de morte por doenças em crianças e adolescentes de 1 a 19 anos. Ainda de acordo com dados do INCA, o câncer infantojuvenil representa de 1 a 3% de todos os casos de câncer diagnosticados e tem em média mais de 12 mil novos casos por ano. A campanha Setembro Dourado tem como objetivo alertar para o problema e para a necessidade de um diagnóstico precoce.

Diferentemente do câncer do adulto, o câncer infantojuvenil normalmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Os tumores costumam ser de origem embrionária ou genética, sendo mais frequentes as leucemias e linfomas. Por terem características diferentes, os cânceres infantojuvenis costumam ter melhor resposta aos tratamentos, por isso é tão importante um diagnóstico precoce.

Sintomas do câncer em jovens e crianças

Os sintomas podem ser confundidos com outras doenças comuns na infância, mas é importante ficar alerta para febres com duração superior a uma semana, hematomas que surgem de repente, dores frequentes de cabeça e no abdomen. “Algumas síndromes genéticas também podem estar associadas ao risco maior de desenvolver câncer na infância, o que exige um acompanhamento médico mais detalhado”, ressalta João Bosco Oliveira.

Exames genéticos: diagnóstico e apoio ao tratamento

Pacientes com câncer de todas as idades podem se beneficiar dos exames genéticos para confirmar diagnósticos ou guiar tratamentos. O Painel NGS multicâncer total é um dos testes oferecidos pela Genomika Einstein e se destaca por ser um dos mais completos do mercado quando o assunto é detecção de risco aumentado de desenvolver câncer.

Ao todo, 145 genes associados a tumores de diversos órgãos e sistemas, como sistema nervoso central e hematológico, são sequenciados. Deleções e duplicações podem ser identificadas, possibilitando uma rotina personalizada de prevenção.

Fonte: vidasaudavel.einstein.br

Denilson Alves

Editor do Portal Nosso Goiás