Nova revisão da OMS alerta sobre uso de adoçantes para controle de peso; médico explica

Novas pesquisas sugerem que adoçantes sem açúcar não oferecem benefícios a longo prazo na redução de gordura

Muito usados para substituir o açúcar cristal, feito de cana, os adoçantes agora não devem ser usados para controle de peso, principalmente para emagrecimento. A informação foi divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (15). A nova diretriz diz que seu uso não oferece nenhum benefício a longo prazo na redução da gordura corporal.

Além de não ajudar na perda de peso, os resultados divulgados também sugerem que pode haver efeitos indesejáveis potenciais do uso prolongado dos produtos, como um risco aumentado de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e mortalidade em adultos. Isso, porém, não é novidade, já que pesquisas recentes já tinham sido divulgadas sobre o assunto.

O médico intensivista e nutrólogo José Israel Sanchez Robles explica, reforçando a revisão da OMS, que substituir açúcares comuns por adoçantes realmente não ajuda no controle de peso a longo prazo. “O ideal, é evitar alimentos com adição de açúcares e consumir alimentos com açúcares naturais, como frutas. Além disso, esses adoçantes não são fatores dietéticos essenciais e nem possuem valor nutricional”, diz.

Os produtos comuns desse tipo, desaconselhados pela OMS, incluem acesulfame K, aspartame, advantame, ciclamatos, neotame, sacarina, sucralose, stevia e derivados de stevia. Porém, a recomendação exclui pessoas que já têm diabetes pré-existente, e que precisam seguir dieta restritiva.

José Israel lembra, porém, que para qualquer dúvida mais específica, as pessoas precisam consultar um médico ou nutricionista. “No geral, é importante evitar os excessos, especialmente quando se trata de açúcares, para uma melhor qualidade de vida e uma rotina mais saudável”, conclui.

Por Carlos Nathan Sampaio


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