19 de abril de 2024
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Instituto Claro: Confira 9 links para promover uma educação socioambiental na escola

Materiais propõem debate sobre temas como desigualdade social e desenvolvimento sustentável

Por Leonardo Valle, do Instituto Claro

A educação socioambiental reconhece que questões do meio ambiente podem afetar e serem afetadas por dimensões sociais, econômicas e culturais. Dessa forma, é possível discutir na escola temas como racismo e justiça ambiental; desigualdades sociais; direitos humanos; participação cidadã e desenvolvimento sustentável.

“Outros assuntos da sua esfera são poluição; direito ambiental; responsabilidade socioambiental; participação social e monitoramento; papel das comunidades tradicionais e comunidades locais na proteção ambiental; reciclagem e reutilização de resíduos, entre outros”, lista a professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e coordenadora do Observatório Socioambiental da Baía de Sepetiba, Cátia Antônia da Silva.

Segundo a especialista, a educação socioambiental deve integrar atividades de reconhecimento do entorno da escola.

“É importante entender qual é a biodiversidade local e quais os impactos que ela sofre em relação a resíduos e poluições. Não adianta o professor abordar apenas poluição sem entender a dimensão dessa escala local. É a partir da sua compreensão de ser e estar no mundo que a criança pode atuar sobre ele”, justifica.

Conscientização desde cedo

Para a educadora, um exemplo de atividades de educação socioambiental é recolher, analisar ou catalogar o lixo local. “Avaliar que tipo de lixo é esse e incluir na atividade a participação de diversas áreas do saber, como geografia, biologia e química, para promover um olhar interdisciplinar”, opina.

Silva explica também que o benefício da educação socioambiental é conscientizar e direcionar o olhar das crianças desde cedo para questões ambientais que afetam e são afetadas pela sociedade.

“Isso ajudará o aluno, enquanto geração futura, a pensar em soluções para problemas que hoje ainda não temos”, acrescenta Silva.

A seguir, conheça nove links que ajudam a promover uma educação socioambiental na escola.

Como trabalhar racismo ambiental e justiça ambiental na escola?

Racismo ambiental é a prática de colocar comunidades racializadas em locais mais vulneráveis à poluição e aos efeitos colaterais das mudanças climáticas. Já a justiça ambiental busca equidade e proteção ambiental para todas as comunidades, independentemente de sua raça. Sobre os dois temas, a bióloga Nathaly Santos Moreira indica atividade para visitar com os alunos diferentes bairros da cidade e compará-los. “Todos são limpos, possuem coleta de lixo e manutenção de asfalto de maneira igualitária?”, questiona.

Como trabalhar as mudanças climáticas de forma interdisciplinar?

Mudanças climáticas abrange qualquer alteração no clima ao longo do tempo por via natural ou decorrente da ação humana. A reportagem explica como algumas matérias – entre elas sociologia, geografia e ciências da natureza – podem colaborar, de diferentes maneiras, com o ensino desse conteúdo em projetos interdisciplinares.

Plano de aula – Mineração, meio ambiente e consumismo: alguma relação?

Esse plano de aula de biologia para o ensino médio ajuda os alunos a identificarem as etapas relacionadas ao processo de mineração do minério de ferro, como esse minério é usado no cotidiano e a relação entre o consumismo exagerado e tragédias envolvendo mineradoras.

Química verde: ambiente virtual e oficinas temáticas ajudam a apresentar tema no ensino médio

Processos químicos também são poluentes e provocam danos ambientais, o que estimulou a criação de um campo dentro da área voltado a reduzir impactos ambientais e pensar alternativas sustentáveis: a química verde. Sobre o tema, o mestre em educação profissional e tecnológica pelo Instituto Federal de Tocantins (IFTO) Gilberto Conceição Amorim realizou duas sequências didáticas com oficinas: uma de produção de sabão ecológico usando óleo vegetal descartado e outra de compostagem em garrafa pet.

Plano de aula – As queimadas e suas consequências

Indicado para o ensino médio, na disciplina de biologia, esse plano de aula ajuda os estudantes a refletirem sobre a ação humana e o meio ambiente, contextualizando por que as queimadas existem e suas consequências. Também enfoca leis ambientais relacionadas às queimadas e ao desmatamento e possíveis alternativas para conter o problema.

Plano de aula – Tragédias ambientais de Mariana e Brumadinho

Biologia, geografia, história e sociologia são algumas disciplinas que podem ser incorporadas nesse plano de aula para o ensino médio que aborda características e processos da mineração, uso dos minérios pelo homem; os problemas sociais causados pela prática no Brasil e, ao final, os crimes ambientais de Mariana e Brumadinho (MG).

Plano de aula – Poluição atmosférica

Esse plano de aula voltado para o ensino médio auxilia a classe a identificar fenômenos de poluição atmosférica em áreas urbanas e ações para mitigá-los.

Física e química explicam relação entre velocidade dos automóveis e aumento do efeito estufa

A doutora em física pela Universidade de São Paulo (USP) Viviane Alves e a mestre em bioquímica pelo Instituto de Química da USP Soraia Ferini Namora respondem se diminuir a velocidade máxima permitida em uma estrada pode, por exemplo, ajudar no combate ao efeito estufa.

Livro “A Vida não é Útil”: Ailton Krenak denuncia a autodestruição da humanidade

Lançado em 2020, o livro “A vida não é útil” traz reflexões do filósofo indígena Ailton Krenak sobre tendências destrutivas da civilização, como consumismo desenfreado e devastação ambiental.

Fonte: institutoclaro.org.br

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