15 de abril de 2024
Uncategorized

Cerrado Galeria leva obras de nove artistas à maior feira de arte da América do Sul

Objetivo é difundir a produção artística do Centro-Oeste para colecionadores, apreciadores e profissionais do Brasil e do exterior

A Cerrado Galeria, que conta com unidades em Goiânia e em Brasília, participará da Feira SP-Arte, entre os dias 03 e 07 de abril, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera. Esta é a maior feira de arte e design da América do Sul e a edição de 2024 marca a celebração de 20 anos de sua criação. A galeria terá um estande no evento, onde divulgará para o público obras de nove artistas visuais de Goiás e de outros estados.
Assim, a Cerrado Galeria reforça a projeção nacional de artistas que já têm seu trabalho representado no Centro-Oeste. Como a galeria começou as atividades no ano passado, essa será a sua primeira participação na SP-Arte. A diretora da sede de Goiânia, Júlia Mazzutti, frisa que o objetivo é mostrar artistas da região Central para o mercado paulista, que, segundo ela, representa mais de 60% do público consumidor de arte no Brasil.
“Enquanto galeria recém-inaugurada, é importante estar no cenário nacional da arte contemporânea, assim como levar a produção artística do Centro-Oeste de maneira qualificada para ser vista por outros públicos. Isso ocorre de forma ainda mais especial nesse contexto da feira, que traz visitantes mais especializados e dispostos a olhar para novos recortes e propostas de curadoria”, ressalta.
No espaço da Cerrado Galeria no evento, que será o estande G6 do 2º andar, o público poderá conferir uma curadoria com obras inéditas de alguns dos artistas representados pela galeria. A seleção engloba peças tanto de profissionais mais novos quanto de outros já consagrados, mas todos muito relevantes, refletindo uma ampla variedade de trabalhos e seus pontos de vista artísticos. Com isso, a galeria busca proporcionar ao público do evento uma experiência diferenciada.
“A intenção é mostrar essa ecologia que compõe a produção artística do Centro-Oeste nas últimas décadas, passando pelas bases modernistas que formaram as referências no período de inauguração de Goiânia e Brasília e evidenciando como elas se fazem presentes na atualidade”, explica Mazzutti.  A diretora da Cerrado Galeria Goiânia pontua que a curadoria feita para o evento “contempla os diálogos estabelecidos com os jovens artistas, que produzem trabalhos fortes e com temas internacionais, mas baseados no seu lugar de origem e vivência”.

Artistas
Os artistas visuais representados pela Cerrado Galeria que terão seus trabalhos divulgados na SP-Arte são:
– Adriana Vignoli: Nascida e residente em Brasília, faz esculturas de cerâmica, terra, concreto, vidro, metais, plantas e tecnologia digital. Doutoranda no Instituto de Artes da Universidade de Brasília (UnB), ela já fez residências artísticas em São Paulo e Portugal. Realizou mostras no Brasil, na Argentina e na Alemanha e recebeu o Prêmio Funarte de Arte Contemporânea, em 2015.
– Amilcar de Castro: Falecido em 2002, produziu obras em escultura, desenho, gravura e pintura. Nasceu em Minas Gerais e morou também no Rio de Janeiro e nos Estados Unidos. Estudou desenho e pintura com Guignard e escultura com Weissmann, dois artistas renomados. Foi professor na Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e na Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP) e fez mostras no Brasil e em países como Suíça. Ele ganhou vários prêmios, como o do Salão Nacional de Belas Artes, em 1967.
– Estêvão Parreiras: Nascido em Minas Gerais, mora atualmente em Goiânia e é formado em Artes Visuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG). Realizou mostras em Goiás, São Paulo e Amsterdã, na Holanda, além de ter recebido o prêmio de Artista Revelação de 2017 no Concurso SESI Arte Criatividade, em Goiás.
– José Bento: O escultor, que tem 40 anos de carreira, nasceu na Bahia e reside em Minas Gerais, atualmente. Autodidata, começou a participar de exposições em 1989 e usa em suas obras porcelana, vidro e, principalmente, madeira, com troncos tombados naturalmente. Ele já ganhou prêmios e participou de mostras no Brasil e na África, com destaque para a 32ª Bienal de São Paulo, em 2016.
– Manuela Costa Silva: Nascida em Goiânia, a artista é formada em Artes Visuais pela UFG e desenvolve seus trabalhos por meio de desenho, pintura, instalações e videoarte. De 2019 a 2022, ela atuou como artista residente no ateliê do artista visual Dalton Paula, em Goiânia.
– Matias Mesquita: O artista, que nasceu no Rio de Janeiro e mora em Brasília, é formado em Comunicação Visual pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Fez mostras no Brasil e nos Estados Unidos e conta com obras suas em museus importantes, como Museu Nacional de Belas Artes e Museu de Arte do Rio, ambos no Rio de Janeiro, e Museu Nacional da República, em Brasília. Ele foi um dos fundadores do Elefante Centro Cultural, espaço de arte de Brasília que funcionou até 2019.
– Raylton Parga: Com um trabalho focado no desenho, o artista nasceu e mora em Taguatinga, no Distrito Federal. Ele é formado em Artes Visuais pela UnB e já fez mais de 20 exposições individuais e coletivas no Brasil, desde 2017.
– Siron Franco: Tendo nascido em Goiás Velho, ele mora atualmente em Goiânia e é pintor, escultor, ilustrador, desenhista, gravador e diretor de arte. Estudou na Escola Goiana de Belas Artes, da Universidade Católica de Goiás, e já recebeu diversos prêmios, como o de Melhor Pintor Nacional na 12ª Bienal de São Paulo, em 1974. Realizou várias interferências culturais no espaço urbano de Goiânia e criou monumentos públicos, que estão espalhados em cidades goianas.
– Talles Lopes: Morador de Anápolis, desenvolve um trabalho a partir da revisão de arquivos, atlas, projetos arquitetônicos e catálogos de exposições. Realizou mostras no Brasil e na Espanha e foi artista residente em fundações e institutos da Inglaterra, da Argentina e dos Estados Unidos. Ele foi premiado em 2020 com o Prêmio EDP nas Artes, realizado no Instituto Tomie Ohtake.

O evento
Criada há 20 anos, a SP-Arte reúne galerias de arte e design, editoras, revistas, museus e instituições todos os anos, apresentando mais de 5 mil obras e 2 mil artistas do Brasil e do mundo a cada edição. Durante o evento, colecionadores, profissionais e apreciadores de arte têm acesso a obras de arte dos expositores e podem participar de bate-papos sobre arte, lançamentos de livros, audioguias e ações de formação.
O evento desempenha um papel importante no crescimento e na divulgação do mercado artístico nacional, impulsionando também a internacionalização da arte brasileira. A edição de 2024 terá início com uma programação voltada somente para convidados no dia 03 de abril. Nos demais dias, a feira recebe o público em geral, sendo que o funcionamento em 04 e 05 de abril vai das 13 às 20 horas e, em 06 e 07 de abril, é das 11 às 19 horas.
A SP-Arte será realizada no Pavilhão da Bienal, que é acessado pelo portão 3 do Parque Ibirapuera, em São Paulo. Os ingressos podem ser adquiridos no site www.sp-arte.com e crianças de até 10 anos não pagam entrada. Os interessados também podem baixar o aplicativo SP-Arte, disponível para iOS e Android, que reúne informações como mapa do local, programação completa da feira e outros eventos culturais que ocorrem em São Paulo nos dias da SP–Arte.

Sobre a galeria
Fundada pelos empresários Lucio Albuquerque, Antônio Almeida e Carlos Dale em 2023, a Cerrado Galeria tem como intuito refletir o mundo a partir do Centro-Oeste do Brasil. Sua criação une mais de 30 anos de experiência e tem o objetivo de impulsionar a expansão da arte no território brasileiro, promovendo o cenário artístico regional. Assim como homenageia em seu nome o bioma da região onde está, a galeria destaca questões que envolvem ecologia, processos históricos e sociedade, evidenciando diversas manifestações culturais.
Para isso, a galeria promove mostras individuais e coletivas, conversas públicas, ações educativas e outras atividades voltadas ao desenvolvimento da produção e do mercado de arte na região, assim como sua circulação e presença no Brasil e no mundo. Em Goiânia, a Cerrado Galeria ocupa a casa modernista projetada por David Libeskind na Rua 84, no Setor Sul, conservando azulejos originais que são um marco da arquitetura goiana. Já em Brasília, há uma unidade no Lago Sul, mesma região que receberá, em breve, um novo espaço da Cerrado Galeria.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *