20 de julho de 2024

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Pesquisa diz que xilitol está associado a ataques cardíacos e derrames; médico explica

O adoçante de baixa caloria é encontrado em alimentos como ameixa, morango e abóbora e usado na fabricação de gomas de mascar, enxaguante bucal, xaropes, cremes dentais e até produtos comestíveis

Descobertas recentes de um estudo levantam preocupações sobre o consumo do adoçante de baixa caloria chamado xilitol, Proveniente de alimentos como ameixa, morango e até abóbora, ele é usado na fabricação de gomas de mascar, enxaguante bucal, xaropes, cremes dentais e até produtos com baixo teor de açúcar. Porém, a pesquisa afirma que esse composto pode estar associado a um aumento significativo no risco de eventos cardiovasculares graves, como ataques cardíacos, acidentes vasculares cerebrais e derrames, especialmente em pessoas que consomem níveis mais altos do produto.

Quem explica mais sobre o estudo é o médico intensivista e nutrólogo José Israel Sanchez Robles. O especialista afirmou que o estudo identificou que o consumo de xilitol pode resultar em um aumento significativo na atividade de coagulação das plaquetas sanguíneas, potencialmente levando a complicações cardiovasculares graves. “A análise revelou que mesmo quantidades mínimas do adoçante, correspondentes a uma porção típica consumida no cotidiano, foram suficientes para provocar alterações significativas no comportamento das plaquetas”, pontuou.

O Dr. Stanley Hazen, diretor do Centro de Diagnóstico e Prevenção Cardiovascular do Cleveland Clinic Lerner Research Institute e autor sênior do estudo, destacou, por sua vez, que os níveis de xilitol alcançados no organismo após a ingestão do adoçante foram excepcionalmente altos, muito além do que a maioria das pessoas já experimentou anteriormente. Neste contexto, José Israel Sanchez Robles ressalta que “a preocupação se intensifica devido ao uso amplo de xilitol em alimentos processados e como substituto parcial ou total do açúcar em produtos industrializados”.

Além do xilitol, o eritritol, um adoçante também de baixa caloria, também foi mencionado no estudo como tendo efeitos semelhantes, aumentando a propensão à coagulação sanguínea e o risco de eventos cardiovasculares graves.”A pesquisa sublinha a importância de entender os efeitos desses adoçantes no organismo, enfatizando a necessidade de cautela em seu consumo, especialmente entre indivíduos com risco de desenvolver doenças cardiovasculares”, complementa o médico.

Embora o xilitol seja promovido como um substituto do açúcar benéfico para pessoas com obesidade, diabetes e pré-diabetes, os resultados do estudo levantam dúvidas sobre sua segurança a longo prazo.”O aumento na atividade plaquetária observado após o consumo desses adoçantes indica a necessidade de reavaliar seu uso e a presença desses produtos na dieta diária”, alerta José Israel.

“É crucial adotar uma abordagem equilibrada em relação à dieta e ao estilo de vida saudáveis, considerando os potenciais impactos de substâncias como o xilitol e o eritritol. É aconselhável que os consumidores estejam cientes dos possíveis riscos associados ao uso excessivo de adoçantes artificiais e busquem alternativas mais seguras e naturais para adoçar sua alimentação. Se possível, evitar o consumo excessivo desses adoçantes pode ser uma medida prudente.”

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