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Saúde mental no Hugol: O impacto emocional da hospitalização e a atuação da psicologia hospitalar

Atendimento psicológico integra o cuidado hospitalar e registra mais de 58 mil atendimentos em 2025

A hospitalização pode provocar impactos emocionais importantes tanto para pacientes quanto para familiares, especialmente em situações de trauma. Em alusão ao Janeiro Branco, campanha nacional de conscientização sobre a saúde mental, o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol) reforça a importância do cuidado psicológico como parte fundamental da assistência oferecida durante todo o período de internação.

(Foto: Divulgação/Hugol)

Atualmente, o Hugol conta com uma equipe formada por 27 psicólogos. Somente em 2025, já foram realizados 58.355 atendimentos psicológicos, número que evidencia o papel essencial da psicologia hospitalar no cuidado integral aos pacientes.

De acordo com a supervisora de Serviço Social e Psicologia do Hugol, Gabriela Vieira Lopes, situações traumáticas provocam mudanças abruptas na vida do paciente, o que exige uma atuação imediata da psicologia hospitalar. Segundo ela, o acolhimento precoce contribui para reduzir sintomas como ansiedade, estresse e confusão mental, além de ajudar a prevenir agravos psíquicos ao longo da internação.

Gabriela destaca ainda que o cuidado psicológico também se estende aos familiares, que vivenciam o adoecimento junto ao paciente e enfrentam mudanças na dinâmica familiar. Para ela, esse suporte é fundamental tanto para fortalecer o paciente quanto para auxiliar no processo de recuperação.

Para a paciente Nilma Alves Soares Silva, que está em recuperação após sofrer um acidente de trabalho, o acompanhamento psicológico foi essencial para atravessar o período de internação. Ela conta que chegou ao hospital emocionalmente abalada, confusa e com dificuldade para lidar com o trauma. “Quando eu cheguei aqui, eu chorava muito e estava muito perdida. A psicologia me ajudou a organizar meus sentimentos e a me acalmar para conseguir enfrentar tudo o que eu estava passando”, relata.

Nilma ressalta que o apoio psicológico foi determinante para conseguir dar continuidade ao tratamento físico. Segundo ela, o impacto emocional inicial era tão intenso que sequer conseguia olhar para o próprio corpo. “Se a gente não está bem da cabeça, não consegue tratar do corpo. No começo, eu não conseguia nem olhar para a minha perna, e hoje eu já consigo encarar e continuar o tratamento”, afirma.

A paciente define o atendimento psicológico recebido no Hugol como essencial para sua recuperação emocional. “Eu resumo esse atendimento em uma palavra: amor. Aqui eu encontrei acolhimento, cuidado e pessoas que me ajudaram a encaixar as peças da minha vida de novo”, completa.

Com uma atuação integrada e humanizada, o Hugol reforça, neste Janeiro Branco, que cuidar da saúde mental é essencial para a recuperação e para a qualidade de vida dos pacientes.

Comunicação Hugol

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