O Prevenir para a Vida acompanha gestantes, crianças expostas ao vírus e jovens que vivem com HIV desde o nascimento, garantindo atenção contínua até os 24 anos
No Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), unidade da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) gerida pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG), mulheres que descobrem viver com HIV durante a gestação encontram mais que tratamento: encontram acolhimento, informação segura e uma rede de apoio que ampara emocional e socialmente. O trabalho desenvolvido no Setor de Adesão, dentro do programa Prevenir para a Vida, tem sido fundamental para evitar a transmissão do vírus para bebês e garantir dignidade às mães, às crianças e aos jovens que convivem com a doença.
O programa acompanha não apenas gestantes, mas também crianças expostas ao HIV – pacientes que vivem com o vírus desde o nascimento – e jovens acompanhados até os 24 anos. O atendimento inclui consultas médicas, psicologia, serviço social, busca ativa, orientações sobre tratamento, doações de leite, fórmulas infantis e kits de enxoval — um suporte que vai muito além da assistência tradicional.

Momento delicado
Grande parte das mulheres atendidas pelo Programa Prevenir para a Vida recebe o diagnóstico de HIV ainda no pré-natal. O momento, que costuma representar alegria e expectativa, se transforma em choque e apreensão. A preocupação imediata é com a saúde do bebê e, em seguida, com o impacto social do diagnóstico.
Foi o que vivenciou uma paciente de 37 anos acompanhada pelo programa. A gestação não planejada coincidiu com a descoberta da sorologia para HIV e hepatite. Segundo ela, o primeiro sentimento foi de medo, especialmente por causa do preconceito ainda presente na sociedade. “Quando cheguei à unidade, eu estava com muito receio. Mas a equipe me acolheu de um jeito tão cuidadoso que eu consegui respirar de novo”, relata a cabeleireira.
O atendimento especializado do Prevenir para a Vida garantiu que o tratamento fosse iniciado imediatamente. Em pouco mais de um mês, a paciente já apresentava carga viral indetectável, condição essencial para a prevenção da transmissão vertical. “Hoje sigo o tratamento com confiança, meu bebê está bem e eu me sinto segura para recomeçar”, afirma.
Ao longo do processo, ela recebeu apoio assistencial, orientações clínicas e acompanhamento contínuo. O fornecimento do leite infantil, por exemplo, garantiu segurança nutricional ao bebê, já que a amamentação não é recomendada nesses casos. “É o suporte que eu precisava”, resume.
Para Carla Simone da Silva, coordenadora psicossocial do programa, o maior desafio está no impacto emocional. “O preconceito ainda pesa muito. Nosso trabalho é acolher, orientar e mostrar que a maternidade continua possível, plena e segura”, destaca. A equipe multidisciplinar atua desde o primeiro atendimento para desconstruir mitos, iniciar o uso de antirretrovirais e orientar sobre cuidados específicos no pré-natal, parto e pós-parto. Com essas medidas, o risco de transmissão vertical é reduzido a quase zero.
Apoio integral
O Prevenir para a Vida segue acompanhando mães e filhos após o parto. Como a amamentação não é recomendada, o HDT orienta sobre alternativas seguras e complementa o cuidado com a distribuição de fórmulas infantis. O Ministério da Saúde fornece o alimento até os nove meses e 28 dias da criança. Depois disso, o programa depende de doações.
Essa rede de solidariedade envolve servidores, doadores individuais e parceiros institucionais, além das campanhas permanentes organizadas pela própria equipe. Ainda assim, explica Carla, há meses em que o estoque fica no limite. “A fórmula não é apenas um complemento — para muitos bebês, é a única alimentação segura. Recebemos leite Ninho Fases +1, Nestogeno 2 e Nan 2, e por isso nossa triagem é criteriosa: priorizamos as famílias em maior situação de vulnerabilidade. Quando o estoque está estável, conseguimos entregar duas latas por mês; quando está reduzido, apenas uma.”
Além disso, kits de enxoval são montados com doações de parceiros e distribuídos às gestantes atendidas pelo projeto.
Três frentes de cuidado e centenas de vidas acompanhadas
Atualmente, o Prevenir para a Vida atende:
• Gestantes vivendo com HIV
• Crianças expostas ou vivendo com HIV
• Adolescentes e jovens adultos, acompanhados até os 24 anos
Atualmente, o setor acompanha cerca de 302 crianças, entre expostas ao HIV e crianças que vivem com o vírus — número que pode variar mensalmente. Além disso, realiza o acompanhamento de 34 crianças vivendo com HIV, 34 gestantes, 31 adolescentes e 134 jovens adultos soropositivos. A equipe é composta por dois psicólogos, uma assistente social e uma auxiliar administrativa, além de outros profissionais que atuam de forma integrada.
Como ajudar
Pessoas físicas, empresas, instituições religiosas, grupos voluntários e organizações não governamentais podem colaborar com a doação de fórmulas infantis, leite, itens de enxoval ou apoio em campanhas. O contato pode ser feito diretamente com o Setor de Adesão do HDT. “Nosso trabalho é garantir que nenhuma mãe se sinta sozinha e que cada criança tenha acesso a tudo o que precisa. Cuidado, informação e acolhimento constroem histórias incríveis de superação”, diz Carla.
Sobre o HDT
Referência em média e alta complexidade em Goiás, o Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) se destaca pelo atendimento especializado no tratamento de doenças como HIV/aids, tuberculose, meningite, hepatites virais, tétano e acidentes com animais peçonhentos. O HDT é o único hospital da América Latina, com foco exclusivo em Infectologia, a conquistar o selo ONA 3 – Acreditado com Excelência, o mais alto nível de qualidade e segurança da assistência em saúde reconhecido pela Organização Nacional de Acreditação (ONA).
Sobre o Instituto Sócrates Guanaes
O Instituto Sócrates Guanaes (ISG) é qualificado como Organização Social de Saúde, entidade civil de direito privado sem fins lucrativos que tem como missão cuidar e salvar vidas. Com o compromisso de promover a saúde e o bem-estar por meio da gestão de unidades públicas de saúde, há 25 anos é referência na formação médica e multiprofissional de terapia intensiva e tem como um de seus principais valores a humanização. Atualmente, é responsável pela gestão de sete unidades de saúde em São Paulo e Goiás e está habilitado para atuar com gestão e consultoria em saúde em dez estados e 15 municípios brasileiros.
Em Goiás, o ISG é o responsável pela gestão do HDT-Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad desde 2012 e do CEAP-SOL – Centro Estadual de Atenção Prolongada e Casa de Apoio Condomínio Solidariedade desde 2013.
Para mais informações, acesse www.isgsaude.org.br
Comunicação Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT)
Por Mac Jornalismo
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